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Última revisão em 2026-06-29. Quando uma afirmação depende de um estudo específico, o estudo é descrito em vez de superinterpretado.
O âmbar mais antigo conhecido foi encontrado na Formação Hujiersite, na China, em rochas do Devoniano Médio, com cerca de 385 milhões de anos. Sua composição química é comparável à de resinas do tipo produzido por coníferas, mas a planta produtora não foi determinada. Luo e colaboradores propuseram como possíveis produtoras progimnospermas ou licófitas arborescentes, grupos presentes nos ecossistemas devonianos. O âmbar se torna abundante no Cretáceo Inferior, quando aparece com frequência em associação com insetos. O âmbar mais antigo com inclusões de artrópodes vem do Triássico Superior, no fim do Carniano, há cerca de 230 milhões de anos, na Itália. Gotas milimétricas forneceram ácaros dos gêneros Triasacarus, Ampezzoa, Minyacarus e Cheirolepidoptus, além de uma mosca nematócera mal preservada. O registro mais antigo de âmbar com grande quantidade de inclusões de artrópodes vem do Líbano. O chamado âmbar libanês tem cerca de 125 a 135 milhões de anos e preserva alguns dos ecossistemas terrestres mais antigos amostrados dessa forma. Em 2012, o paleontólogo e entomólogo Dany Azar apresentou uma contagem de mais de 450 afloramentos de âmbar do Cretáceo Inferior no país, dos quais 20 haviam fornecido inclusões biológicas. Entre essas inclusões estão representantes muito antigos de famílias de artrópodes terrestres ainda existentes. Também há ocorrências de âmbar do Jurássico no Líbano. O âmbar da Jordânia forneceu zorápteros, baratas Umenocoleidae e fulgoromorfos da família Achilidae.
Fontes: pt.wikipedia.org
O âmbar birmanês do vale de Hukawng, no norte de Myanmar, é explorado comercialmente em grande escala. A datação urânio-chumbo dos cristais de zircão mais jovens encontrados na matriz sedimentar forneceu uma idade de 98,79 ± 0,62 milhões de anos. Esse resultado estabelece um limite máximo para a deposição da matriz e sustenta sua atribuição ao início do Cenomaniano, mas não constitui uma datação direta da resina. Até o fim de 2025, 3.218 espécies haviam sido registradas no âmbar de Kachin, sem contar icnofósseis e organismos marinhos incrustantes. O âmbar do Báltico ocorre como nódulos irregulares em areia marinha glauconítica, chamada terra azul, na península da Sâmbia, no oblast de Caliningrado. Uma revisão estratigráfica publicada em 2026 situa a Formação Prussiana no Priaboniano, entre 37,7 e 34 milhões de anos, e o Membro Superior da Terra Azul, principal horizonte produtor, entre 36 e 35 milhões de anos. Para o âmbar concentrado na base desse membro, a revisão propõe uma idade aproximada de 36 milhões de anos. Peças transportadas e redepositadas podem ser mais antigas que o sedimento onde são encontradas. A idade de um exemplar recolhido numa praia é especialmente difícil de estabelecer quando sua procedência estratigráfica se perdeu. O âmbar báltico também ocorre em formações posteriores, como depósitos de deriva glacial. Restos de uma flora abundante ficaram presos como inclusões quando a resina ainda estava fresca, com afinidades com a flora do leste da Ásia e do sul da América do Norte.
Fontes: pt.wikipedia.org
Heinrich Göppert chamou de Pinites succiniter um suposto pinheiro produtor de âmbar das antigas florestas bálticas. Também foi empregado o nome Pinus succinifera. A presença de coníferas de diferentes gêneros entre as inclusões não permite atribuir toda a produção de âmbar a uma única espécie.
Fontes: pt.wikipedia.org
O âmbar pode preservar partes de organismos que dificilmente fossilizariam por outros processos e permite estudar organismos e ecossistemas antigos. A composição química da resina, porém, nem sempre permite determinar com segurança as relações filogenéticas da planta que a produziu. Animais e matéria vegetal podem ficar presos na resina durante sua secreção. Entre as inclusões encontradas em depósitos de âmbar estão insetos, aranhas e suas teias, anelídeos, rãs, crustáceos, bactérias e amebas, microfósseis marinhos, madeira, flores e frutos, pelos, penas e outros restos de organismos pequenos. Uma concha de amonite do subgênero Puzosia (Bhimaites) e conchas de gastrópodes marinhos foram encontradas em âmbar birmanês.
Fontes: pt.wikipedia.org
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